Alexandre Guimarães pode levar nome ligado à UVT ou Asscam para primeira suplência

Pré-candidato ao Senado na chapa de Vicentinho Júnior, deputado federal intensifica aproximação com vereadores e lideranças de câmaras municipais em busca de maior capilaridade no interior

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Pré-candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo deputado federal Vicentinho Júnior ao Governo do Tocantins, o deputado federal Alexandre Guimarães tem intensificado a aproximação com vereadores e lideranças ligadas às câmaras municipais em diferentes regiões do Estado. Nos bastidores, interlocutores do MDB avaliam que essa movimentação pode influenciar diretamente a escolha do nome para a primeira suplência na chapa ao Senado.

A possibilidade em discussão é que Alexandre escolha para a primeira suplência um nome ligado à União dos Vereadores do Tocantins (UVT) ou à Associação das Câmaras Municipais do Tocantins (Asscam), mesmo que esse nome não exerça mandato atualmente. A leitura política é simples: ao mirar o Senado, o deputado busca ampliar capilaridade nos municípios, especialmente onde a articulação local passa, quase sempre, pelas mãos dos vereadores.

A estratégia não surgiu agora. Desde o início das agendas políticas pelo interior, Alexandre tem dado atenção especial às lideranças municipais. Em praticamente todas as visitas, o parlamentar prioriza encontros com vereadores aliados e costuma iniciar compromissos políticos em recepções organizadas por representantes das câmaras municipais.

Nos discursos recentes, Alexandre também tem reforçado referências ao municipalismo e ao papel dos vereadores como elo direto entre a população e os projetos políticos estaduais. Para aliados, esse gesto tem peso eleitoral, sobretudo em cidades pequenas e médias, onde o vereador não é apenas uma liderança institucional, mas uma figura de contato cotidiano com comunidades, bairros, associações e grupos locais.

Vereadores entram no centro da articulação

No meio político, a avaliação é de que a aproximação com vereadores ajuda Alexandre Guimarães a consolidar presença territorial em uma pré-campanha que exige densidade municipal. Em disputas majoritárias, especialmente para o Senado, a estrutura local pode ser decisiva para transformar simpatia política em base organizada.

Vereadores costumam ter influência direta na formação de grupos, na construção de agendas, na mobilização de lideranças comunitárias e na interlocução com prefeitos. Ao abrir espaço para esse segmento na discussão sobre a suplência, Alexandre sinaliza que pretende dar protagonismo a uma base política tradicionalmente valorizada nas campanhas, mas nem sempre contemplada nas composições majoritárias.

Aliados do deputado avaliam que o movimento já tem produzido efeitos. Segundo relatos de bastidores, a estratégia teria contribuído para o desempenho de Alexandre em levantamentos internos realizados por grupos políticos nas últimas semanas.

Chapa de Vicentinho tem Amélio como vice

Alexandre Guimarães integra a composição majoritária liderada por Vicentinho Júnior, pré-candidato ao Governo do Tocantins. A chapa também tem o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, como pré-candidato a vice-governador.

Nesse desenho, a escolha da suplência ao Senado passa a ser tratada como peça de equilíbrio político. A eventual indicação de um nome vinculado ao municipalismo serviria para reforçar o diálogo com as câmaras municipais e ampliar a presença da chapa em regiões onde a política ainda se constrói no contato direto, no compromisso local e na articulação de base.

Embora a decisão ainda não esteja fechada, o movimento de Alexandre mostra que os vereadores entraram no centro da sua estratégia. No Tocantins, onde a política municipal tem peso histórico nas eleições estaduais, a disputa pelo Senado começa a ser costurada também nos corredores das câmaras, nas recepções do interior e nas conversas com lideranças que conhecem, de perto, o chão eleitoral dos municípios.