Greve em Arapoema: professores cobram direitos e enfrentam resistência da Prefeitura

Sintet contesta declaração de ilegalidade feita pelo secretário municipal de Educação e afirma que paralisação envolve débitos, reajustes e progressões pendentes.

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A greve dos professores da rede municipal de Arapoema teve novos desdobramentos nesta semana, após declarações públicas do secretário municipal de Educação, Neurivan de Souza, e a resposta da presidenta do Sintet Regional de Colinas, Alexandra Machado.

Em entrevista a uma rádio local, Neurivan afirmou que o movimento grevista é ilegal no ponto referente ao Piso Nacional do Magistério. Segundo ele, todos os professores da rede municipal recebem vencimentos acima do piso nacional e, por isso, não haveria obrigação legal de aplicar automaticamente o reajuste anual do piso a toda a carreira.

O secretário também declarou que a gestão municipal realizou, no dia 27 de maio, uma revisão da tabela de vencimentos dos profissionais da educação, com reajuste de 6,27%.

A posição foi contestada pelo Sintet. Alexandra Machado afirmou que a greve não se limita à discussão sobre a aplicação do reajuste do piso nacional. Segundo ela, a paralisação envolve uma pauta mais ampla, com cobranças relacionadas a direitos da categoria que, de acordo com o sindicato, ainda permanecem pendentes.

Entre os pontos citados pela dirigente sindical estão débitos referentes aos professores recreativos entre os anos de 2023 e 2026, além de reajustes e progressões funcionais que, segundo ela, ainda não foram implementados pela Prefeitura.

Alexandra também criticou a postura da administração municipal e afirmou que falta diálogo efetivo com os profissionais da educação.

“A nossa luta é legítima, as nossas reivindicações são legítimas. A gestão sabe o que está devendo aos professores e precisa abrir espaço para o diálogo e para a negociação”, declarou.

A presidenta do Sintet também rebateu a afirmação de que a greve seria abusiva. Para ela, a paralisação é resultado do descumprimento de obrigações relacionadas à valorização profissional e ao pagamento de direitos da categoria.

A Prefeitura sustenta que os professores recebem acima do piso nacional e que a tabela de vencimentos foi reajustada. O Sintet, por outro lado, afirma que a pauta da greve inclui outras pendências e cobra a abertura de negociação para a construção de um acordo.

Sem entendimento entre as partes, a greve dos professores da rede municipal de Arapoema continua.