ATM alerta para crise nas finanças e possível onda de demissões em prefeituras tocantinenses

Presidente da Associação Tocantinense de Municípios, Big Jow, afirma que a queda nas receitas deve obrigar gestores a adotar medidas drásticas para manter serviços essenciais

Por Thiago de Castro - Correio do Tocantins
19/10/2025 14h32 - Atualizado há 4 meses
3 Min

As receitas dos municípios brasileiros, especialmente as das cidades tocantinenses, despencaram no terceiro trimestre de 2025, provocando preocupação entre prefeitos e secretários municipais. O alerta foi feito pelo presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Big Jow, que afirmou que os gestores serão obrigados a tomar medidas drásticas para equilibrar as contas públicas e evitar o colapso nos serviços básicos.

 

“Infelizmente, as receitas de todos os municípios despencaram. Vamos ter que tomar medidas drásticas, dentre elas, demissões de pais e de famílias que fazem um serviço excepcional”, afirmou Big Jow em pronunciamento.

 

Segundo o presidente da ATM, a redução dos repasses federais e o aumento das despesas com folha de pagamento, saúde e educação colocaram as prefeituras em uma situação fiscal crítica, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte.

Medidas de contenção e apelo à população

Big Jow destacou que os cortes não representam uma escolha política, mas uma necessidade de sobrevivência administrativa diante da queda abrupta nas receitas.

 


“É muito difícil para o gestor chegar a esse ponto, mas é a forma que encontramos para continuar com o serviço básico do nosso município”, afirmou.

 

O presidente da ATM também pediu compreensão da população e reforçou que as prefeituras estão buscando alternativas junto às autoridades estaduais e federais para recompor as receitas e evitar o agravamento da crise.

 

“Estamos à procura das autoridades para que possamos restabelecer nossas receitas e continuar o mandato junto com a população que nos confiou”, declarou.

Crise generalizada

A situação descrita pela ATM reflete uma tendência nacional de retração nas finanças municipais, impulsionada pela queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), redução nas transferências constitucionais e estagnação da arrecadação própria.

Com o aumento das despesas obrigatórias, muitas prefeituras enfrentam dificuldades para honrar compromissos básicos como pagamento de fornecedores, transporte escolar e folha do funcionalismo.

Gestores municipais relatam que, sem ajuda emergencial, o último trimestre de 2025 será o mais difícil dos últimos anos. A ATM deve reunir os prefeitos nos próximos dias para definir uma agenda de mobilização e solicitar apoio financeiro emergencial ao Governo Federal.

O alerta do interior

Para Big Jow, a crise atual “é o retrato da realidade que os municípios vivem diariamente”.

Ele lembra que os prefeitos têm sido cobrados pela população por melhorias em áreas essenciais, mas enfrentam um cenário em que os recursos diminuem e as demandas aumentam.

 

“Pedimos a compreensão de todos. Estamos fazendo o possível para manter o funcionamento dos municípios, mas o cenário é desafiador”, concluiu.

 


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