O secretário da Administração do Tocantins, Marcos Duarte (PSD), e o prefeito de Carmolândia, Douglas Oliveira (União Brasil), protagonizaram uma troca pública de acusações que expôs o clima de tensão política no Estado.
Douglas afirmou que o governo interino de Laurez Moreira (PSD) estaria condicionando o repasse de benefícios aos municípios ao alinhamento político dos gestores. Segundo o prefeito, prefeitos que não declaram apoio à atual gestão estariam sendo preteridos.
As declarações provocaram reação imediata do secretário Marcos Duarte, que negou as acusações e classificou as declarações como falsas.
“O prefeito do União Brasil mente quando acusa de maneira leviana o governador Laurez, que vem conduzindo o Estado de forma democrática e tratando respeitosamente todos os prefeitos e parlamentares do Tocantins. Ele precisa entender que a população não aceita mais esse tipo de prática, que usa a mentira para atacar adversários. Isso é coisa de quem faz política rasteira, desrespeitando adversários e a sociedade”, rebateu.
Duarte afirmou ainda que o governador Laurez Moreira tem mantido um diálogo aberto com todos os prefeitos.
“É um homem de entendimento, de diálogo e de construção. Não existe, na trajetória pública de Laurez, qualquer episódio que justifique essa acusação injusta e mentirosa”, disse, acrescentando que o prefeito “precisa se preocupar em ter uma conduta que respeite a envergadura do cargo que ocupa”.
Em resposta, o prefeito Douglas Oliveira publicou um vídeo nas redes sociais reafirmando as críticas e anunciando que pretende formalizar uma denúncia à Polícia Federal. O gestor afirmou ter sido tratado de forma ríspida em uma reunião no Palácio Araguaia e alegou que o próprio secretário teria admitido o erro do governador durante uma conversa posterior.
Douglas também classificou o atual governo como “o governo da divisão, da pressão e da opressão”, e disse que suas declarações expressam o sentimento de vários prefeitos tocantinenses.
“O Tocantins não pode voltar à era do coronelismo, nem aceitar pressões políticas em um momento em que as prefeituras enfrentam dificuldades financeiras”, afirmou.
O episódio reforça o ambiente de instabilidade política no Tocantins, marcado pela transição de poder após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e pela busca de Laurez Moreira em consolidar sua base de apoio entre lideranças municipais.