Caso Karol Digital: Justiça agenda audiência de instrução em ação sobre lavagem de dinheiro e apostas ilegais

Redação - Correio do Tocantins
02/01/2026 14h21 - Atualizado há 2 meses
3 Min

A Justiça do Tocantins definiu para 6 de fevereiro, às 12h30, a realização da audiência de instrução e julgamento da ação penal que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de apostas ilegais em ambientes digitais. O processo tem como réus Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, além de Maria Luzia Campos de Miranda, Dhemerson Rezende Costa e Cristiano Arruda da Silva, denunciados pelo Ministério Público do Tocantins.

A ação tramita na 1ª Vara Criminal de Araguaína e está sob condução do juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra. A audiência ocorrerá de forma híbrida, com atos presenciais no Fórum de Araguaína e participação virtual por meio do sistema SIVAT, utilizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins.

De acordo com a decisão judicial, réus que respondem ao processo em liberdade, assim como testemunhas domiciliadas na comarca, deverão comparecer presencialmente ao fórum. Apenas participantes autorizados poderão atuar de forma remota.

Produção das provas

A audiência marca o início da fase de produção de provas orais, considerada determinante para o desfecho da ação penal. Durante o ato, o magistrado deverá ouvir testemunhas indicadas pela acusação e pelas defesas, além de peritos, se necessário. Também poderão ocorrer acareações e, ao final, serão colhidos os interrogatórios dos réus.

Regras e advertências

O juiz estabeleceu regras rígidas quanto ao comparecimento das testemunhas. A ausência injustificada, a não entrada na sala virtual ou o descumprimento das exigências técnicas poderão resultar em condução coercitiva ou serem interpretados como afronta à dignidade da Justiça. As mesmas medidas poderão ser aplicadas a agentes de segurança convocados, diante de registros anteriores de faltas atribuídas a problemas técnicos.

Investigação em curso

O processo apura a atuação de um grupo suspeito de operar apostas ilegais por meio de plataformas digitais sem autorização, entre elas o site cooperarpg.com, além da suposta prática sistemática de lavagem de dinheiro. Conforme a acusação, as operações envolveriam grande volume de recursos de origem ilícita e repetição das condutas ao longo do tempo.

Antes de agendar a audiência, o magistrado rejeitou a maioria das preliminares apresentadas pelas defesas, manteve o recebimento da denúncia e decidiu pela continuidade do bloqueio de bens dos acusados, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento ou perdimento em favor da União.

Com a data definida, o processo avança para uma etapa decisiva, que antecede as alegações finais das partes e o julgamento do mérito da ação penal.


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