Três cursos de medicina do Tocantins são reprovados em avaliação do MEC

Por Iara M. Coelho de Castro - Correio do Tocantins
19/01/2026 20h35 - Atualizado há 1 mês
3 Min

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Três cursos de medicina do Tocantins foram reprovados ao receber nota 2, considerada insatisfatória em uma escala que vai de 1 a 5.

Os cursos reprovados são da Universidade de Gurupi (Unirg) e das faculdades do grupo Afya em Araguaína (Unitpac) e Porto Nacional (Itpac).

Em todo o Brasil, 351 cursos de medicina participaram da avaliação. Desse total, 107 ficaram nas faixas 1 e 2, o que caracteriza reprovação. Entre eles, 24 receberam nota 1, a mais baixa, e 83 ficaram com nota 2. Dos cursos reprovados, 99 poderão sofrer sanções, já que instituições estaduais e municipais, como a Unirg, não são diretamente administradas pelo MEC.

Expansão do curso da Unirg

Mesmo com o resultado negativo no Enamed, a Unirg recebeu autorização para abrir um novo curso de medicina em Colinas do Tocantins, com 60 vagas. A decisão teve aval do Conselho Estadual de Educação e do governador Wanderlei Barbosa. Atualmente, a universidade já oferece medicina em Gurupi e Paraíso do Tocantins.

O que diz a Unirg

Em nota, a Unirg afirmou que o Enamed é um exame novo e que seu modelo ainda está em fase de consolidação. Segundo a instituição, o resultado será usado como base para aprimorar o ensino, com ajustes nas estratégias pedagógicas e no processo de aprendizagem.

A universidade declarou que mantém o compromisso com a qualidade da formação médica e com a melhoria contínua dos cursos.

Sobre o Enamed

O Enamed foi criado para avaliar, todos os anos, a qualidade dos cursos de medicina no país. O exame é aplicado pelo Inep.

Cursos que recebem nota 2 ficam proibidos de aumentar o número de vagas e não podem firmar novos contratos do Fies e do Prouni. Já os cursos com nota 1 podem sofrer medidas mais duras, como redução de vagas a partir de 2026 e, em casos extremos, suspensão do vestibular.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que as instituições terão prazo para apresentar defesa. Segundo ele, o objetivo do exame é melhorar o ensino médico, não apenas punir.

Reação do setor privado

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) criticou a forma como o Enamed foi aplicado. A entidade demonstrou preocupação com o uso do exame para impor punições já na primeira edição.

Para a associação, os resultados de 2025 deveriam servir apenas como diagnóstico inicial, sem efeitos punitivos imediatos, permitindo ajustes antes das próximas avaliações.


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