Prefeito de Cachoeirinha mantém esposa, irmão e sobrinha em cargos e vira alvo do MP por nepotismo

- Correio do Tocantins
02/02/2026 09h15 - Atualizado há 1 mês
3 Min

Prefeito de Cachoeirinha mantém esposa, irmão e sobrinha em cargos e vira alvo do MP por nepotismo
Prefeito de Cachoeirinha Sandrimar Alves (UB)

A nomeação de familiares do prefeito de Cachoeirinha, Sandrimar Alves (UB), para cargos de primeiro escalão na prefeitura entrou no radar do Ministério Público do Tocantins (MPTO). A primeira-dama Elaine de Deus, esposa do prefeito, e o irmão Edimar Alves ocupam cargos de secretários municipais e recebem salários de R$ 4 mil cada. Ambos foram nomeados pelo chefe do Executivo e integram a apuração que trata de suposto nepotismo no município.

Além deles, o Ministério Público também investiga a nomeação da sobrinha do prefeito, Tauana Ferreira da Silva Moraes, de 23 anos, que exerce o cargo de secretária municipal de Igualdade Social, Equidade e Direitos da Mulher, com remuneração bruta de R$ 4 mil.

A investigação foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Ministério Público em 26 de janeiro de 2026, assinada pelo promotor Gilmar Pereira Avelino, da Promotoria de Justiça de Ananás. No documento, o MP aponta indícios de favorecimento pessoal e questiona a capacidade técnica da sobrinha para o exercício da função.

No dia 23 de janeiro, o promotor recomendou que o prefeito exonerasse, no prazo de 10 dias úteis, a sobrinha e outros parentes nomeados para cargos comissionados ou de natureza política. A recomendação inclui ainda a orientação para que o município se abstenha de nomear parentes sem qualificação compatível com as funções exercidas.

Apesar disso, no Diário Oficial do município de 29 de janeiro de 2026, não constam atos de exoneração. Em nota, o prefeito informou que ainda não havia sido formalmente notificado da recomendação ministerial e que, após a notificação, o caso será analisado pelo setor jurídico da prefeitura.

Conforme dados do Portal da Transparência, Elaine de Deus foi admitida em janeiro de 2025 como secretária municipal de Finanças e recebe salário de R$ 4 mil. Já Edimar Alves foi inicialmente nomeado, também em janeiro de 2025, como coordenador municipal de Juventude, com remuneração de R$ 2.400. Após o caso chegar ao Ministério Público, ele deixou o cargo e, em abril de 2025, assumiu a Secretaria de Cultura, passando a receber R$ 4 mil.

No caso da sobrinha, o Ministério Público aponta que ela não teria concluído o ensino médio, o que, segundo o promotor, inviabilizaria o exercício do cargo político. A nomeação de Tauana foi publicada no Diário Oficial de Cachoeirinha em 13 de janeiro de 2025, e ela permanece ativa na função.

Em nota, Tauana Ferreira contestou as informações e afirmou que possui ensino médio completo e que atualmente cursa graduação em Administração. Segundo ela, as informações divulgadas “não correspondem à realidade dos fatos” e geram interpretações equivocadas que atingem sua imagem pessoal e profissional.

A Prefeitura de Cachoeirinha, por sua vez, afirmou que a nomeação da sobrinha ocorreu em estrita observância à legislação vigente e que a gestora preenche todos os requisitos legais, técnicos e de escolaridade exigidos. O município destacou ainda que irá encaminhar ao Ministério Público toda a documentação solicitada assim que houver notificação formal e que cumprirá eventuais recomendações.

O inquérito segue em andamento e o Ministério Público avalia o cumprimento das recomendações feitas ao município.


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