A divulgação da primeira pesquisa eleitoral registrada no TRE-TO sobre a sucessão estadual de 2026 provocou ruído imediato no ambiente político. O levantamento, que não incluiu o nome do deputado federal Vicentinho Júnior entre os pré-candidatos ao Governo do Estado, foi duramente criticado pelo parlamentar, que questionou a intenção e a credibilidade da sondagem.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Vicentinho ironizou a ausência do próprio nome e classificou a divulgação como uma tentativa de repetir métodos antigos de influência eleitoral. Sem mencionar diretamente os responsáveis pela pesquisa, afirmou que ainda há atores políticos apostando em estratégias que subestimam o eleitor.
“Algumas pessoas precisam tomar doses de semancol. Tem pesquisas sendo divulgadas… estranho. Divulgaram sem nosso nome”, disse. Em seguida, ampliou o tom crítico ao afirmar que há quem utilize levantamentos para “tentar induzir o eleitor tocantinense, que é bem informado e conhece a realidade do Estado”.
O estudo está registrado sob o número TO-022151/2026 e foi realizado por um instituto sediado em Palmas. Conforme os dados oficiais, a pesquisa ouviu 1.600 pessoas entre os dias 23 e 27 deste mês, com custo declarado de R$ 15 mil. Por se tratar do primeiro levantamento formalmente registrado sobre a corrida ao Palácio Araguaia, a divulgação passou a ser observada com atenção por lideranças partidárias e analistas políticos.
Ainda nas críticas, Vicentinho associou o debate eleitoral a temas sensíveis da administração pública e questionou discursos excessivamente otimistas.
“Besta é o político que acha que vai enganar o eleitor pagador de impostos, dizendo que está tudo bem no HGP, na saúde e na segurança pública”, afirmou, ao contrapor a propaganda política à percepção cotidiana da população.
A reação ocorreu enquanto o parlamentar cumpria agenda em Brasília, onde participou da abertura do Ano Legislativo de 2026 na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Vicentinho também comentou o cenário político nacional e estadual e reafirmou disposição para entrar na disputa pelo governo. “É imparável”, declarou, ao ser questionado sobre 2026.
A controvérsia em torno da pesquisa antecipa um clima de pré-campanha mais tenso e sinaliza que a disputa pelo Governo do Tocantins deverá ser marcada, desde cedo, por embates sobre narrativa, credibilidade de levantamentos eleitorais e formação dos cenários políticos para o próximo ano.