O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) protocolou ofício junto à Secretaria de Estado da Administração (Secad) cobrando providências imediatas para conter fraudes em empréstimos consignados que vêm atingindo servidores públicos estaduais. O documento foi encaminhado ao secretário Paulo César Benfica Filho e solicita o reforço da segurança de dados sensíveis, especialmente no acesso à Autorização para Consignação (AIC).
Segundo o sindicato, tornaram-se recorrentes os relatos de servidores da educação e também de outras áreas do serviço público vítimas de golpes aplicados por quadrilhas especializadas. De acordo com a entidade, os criminosos utilizam indevidamente dados pessoais e informações sensíveis para firmar contratos de empréstimos consignados sem o conhecimento ou consentimento dos titulares, gerando prejuízos financeiros e danos morais.
No ofício, o Sintet cita um caso recente envolvendo um de seus diretores, que teria sido vítima de fraude por meio do uso de documentos falsificados. Conforme o relato, foi criada uma identidade falsa com todos os dados pessoais do servidor, o que possibilitou a contratação de um empréstimo consignado superior a R$ 70 mil junto à instituição financeira Sicoob.
Diante do cenário, o sindicato pede que a Secretaria da Administração adote medidas efetivas para fortalecer a proteção das informações dos servidores e implemente mecanismos de controle mais rigorosos sobre o acesso e o uso da AIC, apontada como um dos principais pontos de vulnerabilidade explorados pelos fraudadores.
Para a entidade, a resposta do governo estadual precisa ser rápida e concreta para coibir novas ocorrências, garantir a integridade dos dados pessoais e preservar a estabilidade financeira dos servidores públicos do Tocantins.
O que diz o Estado
Em nota, a Secretaria de Estado da Administração informou que, em situações envolvendo abertura indevida de contas bancárias, empréstimos fraudulentos ou golpes financeiros, o servidor deve registrar boletim de ocorrência, procurar a instituição financeira responsável para a contestação formal da operação e, se necessário, acionar os órgãos de defesa do consumidor ou a via judicial.
A Secad também reforçou a importância de que os servidores acompanhem regularmente seus contracheques e dados financeiros, adotando providências imediatas ao identificar qualquer inconsistência.
Por fim, a secretaria esclareceu que casos dessa natureza não são de responsabilidade do Estado, por se tratarem de relações de caráter privado entre o servidor e a instituição financeira.