Pesquisa aponta cenário indefinido e alto índice de indecisos na disputa pelo Governo do Tocantins

Por Thiago de Castro - Correio do Tocantins
13/02/2026 15h31 - Atualizado há 3 semanas
4 Min

Levantamento realizado pela Exata Pesquisa em fevereiro de 2026, em todo o Tocantins, revela um cenário ainda aberto e distante de qualquer consolidação na corrida pelo Palácio Araguaia. Os dados mostram uma disputa pulverizada entre os principais nomes colocados e, sobretudo, um eleitorado que ainda observa mais do que decide.

Na pesquisa espontânea para governador, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, o dado mais eloquente não é um candidato, mas o silêncio. Mais de sete em cada dez eleitores afirmaram não saber em quem votar, um índice que traduz não apenas indecisão, mas também afastamento do debate político neste momento inicial do processo eleitoral.

O silêncio do eleitor

Na pergunta espontânea, 70,7% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. Entre os nomes lembrados, o governador Wanderlei Barbosa aparece à frente, seguido por Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior, todos com percentuais ainda tímidos diante do universo pesquisado. O retrato é de um eleitorado que ainda não reconhece, com clareza, um nome natural para a sucessão.

Esse quadro começa a ganhar forma quando os nomes são apresentados.

Disputa estimulada mostra liderança sem hegemonia

Na pesquisa estimulada para governador, Dorinha Seabra aparece numericamente à frente, com 22,9% das intenções de voto, seguida por Vicentinho Júnior, com 19,3%. Laurez Moreira soma 9,7%, enquanto Amélio Cayres aparece com 6,1%.

Intenção de voto para governador – estimulada (%)

Dorinha Seabra – 22,9
Vicentinho Júnior – 19,3
Laurez Moreira – 9,7
Amélio Cayres – 6,1
Nenhum – 16,7
Não sabe – 18,0

O dado central, porém, não está apenas nos nomes, mas no bloco que cresce à margem deles: quase 35% dos eleitores ainda se declaram indecisos ou afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados. Em termos práticos, trata-se de um eleitorado maior do que qualquer candidatura individual.

Cenários simulados reforçam fragmentação

Nos cenários de confronto direto testados pela pesquisa, Dorinha Seabra mantém vantagem numérica quando aparece ao lado de Vicentinho Júnior e Laurez Moreira. Ainda assim, em todos os recortes, as opções “nenhum” e “não sabe” lideram ou disputam a liderança, reforçando a leitura de que o processo eleitoral ainda não se enraizou no cotidiano do eleitor.

Rejeição ainda não fecha portas

Outro dado relevante é o índice de rejeição. A maioria dos entrevistados afirma não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, o que indica espaço real para crescimento das pré-candidaturas ao longo do calendário eleitoral. Dorinha Seabra e Laurez Moreira concentram os maiores percentuais de rejeição, mas sem números que inviabilizem uma disputa competitiva.

Senado tem desenho mais nítido

Na corrida ao Senado, o cenário se apresenta menos difuso. No levantamento estimulado para o primeiro voto, o governador Wanderlei Barbosa surge com vantagem expressiva, abrindo distância em relação aos demais concorrentes.

Primeiro voto para senador – estimulada (%)
Wanderlei Barbosa – 32,9
Eduardo Gomes – 11,0
Carlos Gaguim – 8,2
Irajá Abreu – 7,5
Nenhum / Não sabe – 24,8

Mesmo assim, o percentual de indecisos e votos em branco permanece elevado, o que indica que, embora haja um nome mais claramente identificado, o eleitor ainda não fechou completamente sua escolha.

Proporcionais seguem no escuro

Nas disputas para deputado federal e deputado estadual, a pesquisa confirma um padrão já conhecido no Tocantins: pulverização extrema e desconhecimento generalizado. Em ambos os casos, mais de 80% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar, evidenciando a distância entre o eleitor e o debate legislativo.

Um retrato do tempo político

O perfil da amostra entrevistada mostra equilíbrio entre homens e mulheres, predominância de eleitores entre 35 e 59 anos e maioria com ensino médio completo ou superior incompleto, compondo um retrato fiel do eleitorado tocantinense.

O conjunto dos dados revela mais do que números: revela um tempo. O Tocantins vive, neste início de ciclo, um período de observação. As lideranças se testam, o eleitor escuta, e o voto permanece suspenso. Não há pressa nem dono para a eleição. Por ora, o que existe é um campo aberto, onde tudo ainda pode acontecer.

Leia a pesquisa completa aqui


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