O pré-candidato ao governo do Tocantins e deputado federal Vicentinho Júnior apresentou 14 certidões negativas de condenação durante entrevista ao vivo no podcast Sacode Tocantins, na manhã desta terça-feira, 24. Os documentos, segundo ele, abrangem instâncias do Judiciário estadual e federal, tribunais superiores e órgãos de controle, todos com registro de “nada consta”, cobrindo integralmente seus três mandatos parlamentares, que somam pouco mais de 11 anos de atuação.
“Contra fatos não há argumentos. Fui desafiado e comprovo. São onze anos e dois meses de mandato. E provo que não tenho uma condenação sequer”, afirmou o parlamentar, ao exibir os documentos um a um durante a transmissão.
O episódio teve início após um desafio público feito pelo jornalista Messias Júnior, que questionou a inexistência de condenações ao longo da trajetória política do deputado. Vicentinho aceitou comparecer ao programa e apresentar a documentação solicitada. O entrevistador afirmou que a iniciativa será estendida a outros pré-candidatos ao governo e ao Senado, com o objetivo de prestar contas diretamente à população.
Durante a entrevista, Vicentinho ampliou o debate e afirmou já ter sido alvo de tentativas de destruição de reputação por meio de denúncias anônimas e investigações que classificou como infundadas. Ele relatou o caso de uma carta anônima divulgada nacionalmente, com acusações que, segundo disse, se espalharam no Tocantins como se fossem verdadeiras. O deputado afirmou que buscou apurar a origem do documento e sustentou que investigações oficiais apontaram para uma tentativa deliberada de “assassinato de biografia”.
“A prática é trazer todos para uma vala comum. Se não conseguem se manter limpos, tentam sujar quem está”, declarou.
Questionado sobre patrimônio e enriquecimento, Vicentinho afirmou que mantém uma rotina de trabalho fora do mandato e que, ao se eleger deputado federal em 2014, desativou as atividades de uma empresa privada que possuía. Disse ainda que não tem empresas em funcionamento prestando serviços ao poder público e negou a existência de processos trabalhistas em seu nome.
O parlamentar também reagiu a críticas recorrentes nos bastidores da política sobre cobrança de percentual de emendas parlamentares. Segundo ele, jamais exigiu retorno financeiro de prefeitos ou condicionou a liberação de recursos a vantagens pessoais.
“Perguntem aos prefeitos que passaram nesses 11 anos pelo Tocantins se existe algum procurador meu executando obra ou pedindo percentual”, afirmou.
Outro ponto abordado foi uma reportagem que associou o nome do deputado à movimentação financeira de cerca de R$ 170 milhões em conta vinculada à esposa. Vicentinho disse que a informação distorceu dados contábeis ao somar entradas e saídas de uma empresa comercial, inflando o valor final. Segundo ele, a empresa citada era uma distribuidora de bebidas, com atividade regular, histórico fiscal e período de funcionamento anterior ao seu casamento.
Ele afirmou ainda que, em investigações de repercussão nacional, não houve autorização judicial para medidas contra ele por falta de vínculo entre os fatos apurados e o exercício do mandato.
“Dou o direito de quem quiser me investigar ou me denunciar. Mas também peço o direito de apresentar minha defesa e mostrar a verdade”, disse.
No campo político e administrativo, Vicentinho explicou que decidiu se colocar como pré-candidato ao governo após mais de uma década percorrendo o Tocantins, ouvindo demandas regionais. Criticou o que chamou de dependência da população em relação a políticos para obter atendimento na saúde pública e atribuiu o problema a indicações políticas em cargos técnicos.
“O cidadão não deveria procurar um político para ligar para o diretor do hospital. Essa rotina não está certa”, afirmou. Como proposta, defendeu seleção técnica para diretores de hospitais e prometeu que, se eleito, o secretário estadual da Saúde terá gabinete permanente dentro do Hospital Geral de Palmas, como forma de acompanhamento direto da rede.
Ao encerrar a entrevista, o pré-candidato afirmou que, após apresentar as certidões, seguirá no debate político “com a consciência tranquila” e fez um apelo direto ao eleitorado.
“Quero que as pessoas analisem a vida, o trabalho e a biografia de todos que se colocam como candidatos. Quem já me conhece sabe. Quem não conhece, que busque informação e faça sua escolha com base nos fatos”, concluiu.
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