Tribunal do Júri condena policial militar a mais de 35 anos por duplo homicídio em Gurupi

Redação - Correio do Tocantins
02/03/2026 21h28 - Atualizado há 1 semana
3 Min

O Tribunal do Júri da Comarca de Gurupi condenou o policial militar Edson Vieira Fernandes, de 54 anos, conhecido como “Lobão”, a 35 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos homicídios qualificados de Wesley Oliveira da Luz e Geovane Miguel da Silva. A sentença foi proferida na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026.

Os crimes ocorreram na noite de 8 de dezembro de 2017, no setor Vila São José. Conforme a denúncia, Wesley foi morto a tiros na Rua 10. Na mesma noite e no mesmo bairro, Geovane também foi atingido por disparos de arma de fogo.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), reconhecendo que os homicídios foram praticados com recurso que dificultou a defesa das vítimas e com a finalidade de eliminar pessoas consideradas “indesejáveis”. No caso de Geovane, os jurados também entenderam que o crime teve como objetivo assegurar a impunidade do primeiro homicídio.

Pena e indenização

Ao dosar a pena, o juiz Jossanner Nery Nogueira Luna, presidente do Tribunal do Júri e titular da Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher e Crimes Dolosos contra a Vida de Gurupi, fixou 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Wesley e 19 anos pelo homicídio de Geovane, totalizando 35 anos, 7 meses e 15 dias.

A sentença também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros de cada vítima.

Tese da acusação

Durante o julgamento, o MPTO foi representado pelos promotores de Justiça Rafael Pinto Alamy e André Henrique Leite. A acusação sustentou que o homicídio de Wesley foi motivado por uma lógica de “limpeza social”. Já a morte de Geovane teria ocorrido como forma de “queima de arquivo”, com o objetivo de evitar testemunhas e garantir a impunidade do primeiro crime.

Processo marcado por adiamentos

O processo foi marcado por cinco adiamentos antes da realização do julgamento definitivo, motivados por apresentação de atestados médicos e renúncia de advogado. O réu foi assistido pela Defensoria Pública, uma vez que, apesar de regularmente notificado, não constituiu defesa particular. Pela atuação no caso, o magistrado fixou honorários no valor de R$ 20 mil à instituição.

Edson Vieira Fernandes encontra-se recolhido no Batalhão da Polícia Militar em Gurupi, onde cumpre outra condenação definitiva de 16 anos de prisão por homicídio ocorrido na cidade.


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