Juíza Edssandra Barbosa toma posse como membro titular da Corte do TRE-TO

Magistrada retorna ao colegiado da Justiça Eleitoral tocantinense e passa a ocupar vaga na classe dos magistrados

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Juíza Edssandra Barbosa toma posse como membro titular da Corte do TRE-TO
Juíza Edssandra Barbosa da Silva Lourenço

Tomou posse nesta terça-feira, 10, como membro titular da Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), na classe dos magistrados, a juíza Edssandra Barbosa da Silva Lourenço, para o biênio 2026-2028. A solenidade ocorreu após a 17ª Sessão Ordinária Presencial e marcou o retorno da magistrada ao colegiado responsável por analisar e julgar questões ligadas à Justiça Eleitoral no Estado.

Ao assumir a função, Edssandra destacou o papel institucional da Justiça Eleitoral e a responsabilidade de preservar a confiança da sociedade no processo democrático. “A Justiça Eleitoral é uma das instituições mais respeitadas do país exatamente porque é construída diariamente por pessoas comprometidas com a legalidade, a transparência e a confiança da sociedade no processo democrático. Preservar essa confiança é uma responsabilidade que pertence a todos nós”, afirmou.

Ao dar as boas-vindas à nova integrante da Corte, o presidente do TRE-TO, desembargador Adolfo Amaro Mendes, ressaltou a experiência da magistrada e sua atuação anterior no colegiado. Segundo ele, a juíza já demonstrou dedicação e competência em passagens anteriores pela Corte e sua presença como titular será importante diante dos desafios dos próximos anos.

O vice-presidente e corregedor do TRE-TO, desembargador João Rodrigues Filho, também destacou a satisfação em receber a magistrada no Pleno. Durante a sessão, ele relembrou momentos da trajetória profissional compartilhada com Edssandra e enfatizou o reconhecimento à carreira construída por ela ao longo dos anos.

Em seu discurso, a magistrada também ressaltou o simbolismo de assumir a função como a única mulher a integrar atualmente o Pleno da Corte. Natural de Tocantinópolis, ela relembrou que sua história com a Justiça Eleitoral começou ainda na juventude, quando atuou como mesária voluntária aos 16 anos em uma seção eleitoral da zona rural do município.

“Hoje percebo claramente que cada etapa da minha trajetória na Justiça Eleitoral foi, de alguma forma, uma preparação para este momento. De mesária a integrante da segunda instância da Justiça Eleitoral do Tocantins, sinto-me profundamente honrada por assumir esta missão”, declarou.

Edssandra já integrou a Corte Eleitoral como membro substituta nos biênios 2021-2023 e 2023-2025. Nesse período, atuou como juíza auxiliar da propaganda eleitoral nas eleições de 2022 e chegou a assumir provisoriamente a titularidade da Corte durante a fase mais intensa do processo eleitoral de 2024.

Ao longo da carreira, a magistrada também exerceu jurisdição eleitoral em diferentes zonas eleitorais do Tocantins, entre elas a 19ª Zona Eleitoral de Natividade.

Durante sua atuação como substituta no TRE-TO, coordenou ainda o programa +Mulher +Democracia, iniciativa permanente da Justiça Eleitoral tocantinense voltada à promoção de rodas de conversa em diversos municípios, com o objetivo de incentivar a participação feminina na política e ampliar o debate sobre igualdade de gênero.

A vaga agora ocupada por Edssandra pertencia anteriormente ao juiz Marcelo Augusto Ferrari Faccioni, que deixou a Corte em fevereiro deste ano. Após a saída dele, o cargo foi assumido pelo então juiz substituto Adriano Gomes de Melo Oliveira, que posteriormente se afastou da função.

Durante a sessão, Adriano explicou que decidiu deixar o posto para evitar possível conflito de interesses, diante da possibilidade de sua esposa, advogada, atuar em campanhas políticas no período em que ele estivesse na Corte.

Com a posse de Edssandra Barbosa como titular, o TRE-TO recompõe uma de suas cadeiras em um momento em que a Justiça Eleitoral volta a se preparar, nos bastidores, para os próximos ciclos do calendário político. Em tribunais assim, onde a liturgia do cargo pesa e a confiança pública vale mais que discursos, nomes e trajetórias importam. E a chegada da magistrada recoloca no Pleno uma juíza com experiência acumulada justamente no terreno mais sensível da democracia: o da legitimidade do voto.


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