Presidente de associação critica demolição no Santa Maria e diz que Prefeitura transformou “dinheiro suado” em entulho

Paula Roberta Ferreira Pinheiro divulgou vídeo em tom de ironia após ação de reintegração de posse realizada pela Prefeitura de Colinas nesta quinta-feira

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A presidente da Associação de Moradores do Jardim Novo Progresso, Paula Roberta Ferreira Pinheiro, divulgou um vídeo na tarde desta quinta-feira, 30, criticando a demolição de casas no setor Santa Maria, em Colinas do Tocantins. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Prefeitura iniciou a retirada de construções na área, após decisão judicial que autorizou a reintegração de posse de terrenos públicos ocupados de forma irregular.

No vídeo, Paula Roberta adota tom de ironia ao se dirigir ao prefeito de Colinas, José Batista Ferreira, Zé Nagru (Republicanos), ao procurador do município, Wylly Rêgo, à secretária de Habitação, Silvania Rodrigues Silva, e ao subsecretário da pasta. Ela afirma que a ação realizada pela gestão “fez justiça” ao transformar em entulho o dinheiro investido pelas famílias nas construções.

“Transformou o dinheiro daquelas famílias em entulho. Dinheiro suado, dinheiro que aquelas pessoas aguentou, trabalhou duro para conseguir construir suas construções”, afirmou a presidente da associação.

A fala reforça a insatisfação de moradores e lideranças comunitárias com a forma como a desocupação vem sendo conduzida. A Prefeitura sustenta que atua com base em decisão judicial e que a área pertence ao poder público. Já as famílias atingidas reclamam da perda das moradias e cobram alternativas concretas para quem não tem para onde ir.

Durante a manifestação, Paula Roberta também afirmou que a demolição ficará marcada como um legado da atual gestão. Em outro trecho, ela declarou que o poder público teria “realizado o sonho do Kasarin”, em referência a uma disputa antiga envolvendo a área.

A presidente da associação não apresentou, no vídeo, detalhes jurídicos sobre o caso. A crítica foi centrada no impacto social e financeiro da ação sobre as famílias que investiram recursos próprios nas construções, mesmo em uma área considerada irregular pelo município e pela Justiça.

A manifestação amplia a pressão sobre a Prefeitura após o início da reintegração de posse. Mais cedo, o município havia divulgado posicionamento afirmando que a ocupação era irregular, que havia ações judiciais desde 2020 e que notificações foram realizadas para impedir novas construções no local.

A gestão municipal também informou que a desocupação seria feita de forma gradual, com apoio para retirada de bens e possibilidade de aluguel social para famílias que comprovarem necessidade. Segundo a Prefeitura, a área tem previsão de receber 20 casas populares, mas as obras ainda não teriam começado por causa da ocupação irregular.

 


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