Justiça Eleitoral barra oito pesquisas para governador do Tocantins em 2026 e acende alerta sobre levantamentos na pré-campanha

Decisões atingiram registros de quatro empresas; sete levantamentos continuam suspensos e um foi liberado posteriormente com ressalvas

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A Justiça Eleitoral suspendeu, em diferentes momentos de 2026, oito pesquisas registradas para a disputa pelo Governo do Tocantins. Os levantamentos envolvem quatro empresas: Lucro Ativo, Exata.GO, Veritá e Real Time Mídia.

O número chama atenção em um ano de pré-campanha já marcado pela antecipação das articulações políticas e pela disputa de narrativas em torno da sucessão estadual. Das oito pesquisas barradas, sete permaneceram suspensas. Uma delas, registrada sob o número TO-02251/2026, da Lucro Ativo, chegou a ser impedida de divulgação, mas depois foi liberada com ressalvas e mediante nota de esclarecimento.

As decisões reforçam o controle da Justiça Eleitoral sobre a divulgação de levantamentos de intenção de voto, especialmente quando há questionamentos sobre registro, cronograma, metodologia ou possíveis inconsistências nas informações prestadas.

Lucro Ativo aparece em três casos

A empresa Lucro Ativo aparece em três registros citados entre os levantamentos alcançados por decisões da Justiça Eleitoral.

O primeiro caso é o da pesquisa TO-02251/2026, suspensa em fevereiro e posteriormente liberada com a exigência de nota de esclarecimento. Por esse motivo, o levantamento é contabilizado entre as oito suspensões registradas no ano, mas se diferencia dos demais por ter sido autorizado posteriormente.

Outro caso envolvendo a empresa é o da pesquisa TO-07413/2026, suspensa em abril. Nessa decisão, houve aplicação de multa no valor de R$ 53.205.

Mais recentemente, a Justiça Eleitoral suspendeu a pesquisa TO-09810/2026. A divulgação do levantamento estava prevista para domingo, 10, antes do encerramento da coleta de dados, marcada para o dia 11 de maio.

Exata.GO teve três pesquisas suspensas

A Exata.GO também aparece com três levantamentos na lista. A pesquisa TO-06595/2026 foi suspensa em fevereiro e tratava da disputa pelo Governo do Tocantins.

Além dela, os registros TO-01693/2026 e TO-06645/2026 também constam entre as pesquisas barradas pela Justiça Eleitoral ao longo de 2026.

Os casos colocam a empresa entre as que mais tiveram registros questionados neste ciclo de pré-campanha estadual.

Veritá e Real Time Mídia também foram alcançadas por decisões

A Veritá teve a pesquisa TO-06700/2026 suspensa em abril. A decisão apontou inconsistências no cronograma e indícios de simulação, o que levou à interrupção da divulgação do levantamento.

Também em abril, a Justiça Eleitoral suspendeu a pesquisa TO-02299/2026, da Real Time Mídia. A decisão atendeu a pedido apresentado pelo PSDB.

Debate sobre credibilidade

A sequência de suspensões reacende uma discussão antiga no Tocantins: o peso das pesquisas eleitorais no ambiente político e o cuidado necessário para que levantamentos divulgados ao público sigam rigorosamente as regras da legislação eleitoral.

Pesquisas de intenção de voto podem influenciar estratégias de campanha, articulações partidárias e a percepção do eleitorado. Por isso, quando um levantamento apresenta falhas ou é alvo de questionamento judicial, o impacto vai além da disputa entre pré-candidatos. Atinge também a confiança pública no processo eleitoral.

No Tocantins, o volume de decisões em 2026 indica que a Justiça Eleitoral tem adotado postura mais rigorosa diante dos registros apresentados. O cenário também impõe atenção redobrada a partidos, institutos, veículos de comunicação e eleitores.

Com a pré-campanha em andamento e a sucessão estadual no centro das movimentações políticas, novas pesquisas devem ser registradas nos próximos meses. A tendência é que cada levantamento passe por forte escrutínio jurídico e político antes de chegar ao público.


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