Cavalgada de Araguaína terá fiscalização reforçada para prevenir maus-tratos e mortes de animais

MPTO, forças de segurança, órgãos ambientais, Sindicato Rural e instituições de ensino alinharam medidas preventivas para o evento, marcado para 7 de junho, dentro da programação da Expoara 2026

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Considerada uma das maiores cavalgadas do Brasil, a Cavalgada de Araguaína terá um esquema reforçado de fiscalização, segurança e atendimento veterinário durante a edição de 2026. O evento, marcado para o dia 7 de junho, dentro da programação da Expoara, mobilizou o Ministério Público do Tocantins (MPTO), forças policiais, órgãos ambientais, Sindicato Rural, comitivas e instituições ligadas à proteção animal.

As medidas foram discutidas em audiência pública promovida pela 12ª Promotoria de Justiça de Araguaína. O objetivo foi alinhar estratégias para prevenir maus-tratos, reduzir riscos de mortes de animais e garantir uma atuação integrada durante todo o percurso da cavalgada.

Entre os encaminhamentos definidos, o Sindicato Rural assumiu o compromisso de antecipar o horário de início da cavalgada e aplicar punições às comitivas que mantiverem animais parados após o encerramento da programação. A medida busca evitar exposição prolongada dos animais ao calor, ao estresse e a situações que possam comprometer sua integridade.

Atendimento veterinário

Para reforçar a assistência aos animais, o curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) irá montar um ponto de atendimento na Praça do Galo. A estrutura contará com 11 acadêmicos, além do suporte de professores, para atendimentos emergenciais e realização de perícias veterinárias.

A organização do evento também contratou um médico-veterinário próprio para acompanhar a cavalgada. Além disso, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente disponibilizarão equipes técnicas, com veterinários, para fiscalização e perícias.

Nos casos em que houver necessidade de apreensão de animais, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ficará responsável por disponibilizar veículo com carretinha para o transporte adequado.

Fiscalização, segurança e trânsito

O planejamento operacional também prevê reforço na segurança pública e no controle do trânsito. A Polícia Civil atuará com duas equipes em regime de plantão para atender às demandas registradas durante o evento.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fará a interdição de cinco acessos à BR-153, incluindo o trecho da Avenida Cônego João Lima, além de contar com reforço vindo de Palmas para apoiar a operação.

A Polícia Militar terá contingente ampliado para atuar durante e após a cavalgada. Já a Polícia Ambiental disponibilizará equipe específica para apoiar a fiscalização relacionada ao bem-estar dos animais.

No âmbito municipal, a Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT) ficará responsável por fiscalizar a emissão de som automotivo e solicitou a integração do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) às operações. A Guarda Municipal também ampliará seu efetivo para atuar no controle do trânsito nos principais cruzamentos e prestar apoio em eventuais flagrantes.

Ordenamento urbano

A organização das estruturas ao longo do percurso ficará sob responsabilidade do Departamento Municipal de Posturas (Demupe), em conjunto com a Fundação de Cultura e Arte de Araguaína (Funamc). Os órgãos irão definir as áreas autorizadas para instalação de tendas e demais estruturas de apoio.

A medida busca evitar ocupações irregulares, reduzir riscos ao público e garantir maior controle sobre o espaço urbano durante a realização da cavalgada.

Chácara de apoio

Como encaminhamento final da audiência pública, ficou definido que o Sindicato Rural será responsável por localizar uma chácara de apoio para receber animais que eventualmente sejam vítimas de maus-tratos ou precisem ser retirados do evento.

Também será expedido ofício ao Naturatins solicitando reforço operacional da equipe de Palmas durante as atividades.

Com as medidas, o MPTO e os demais órgãos envolvidos buscam garantir que a Cavalgada de Araguaína mantenha sua tradição sem abrir mão da segurança, do ordenamento público e da proteção aos animais.


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