24/02/2022 às 12h56min - Atualizada em 24/02/2022 às 13h24min

Ministério da Justiça nomeia para coordenação de pesquisa e inovação um investigado por atrapalhar operações da polícia no Tocantins

Cristiano Barbosa Sampaio foi afastado do cargo de secretário de Segurança Pública de Tocantis, em outubro, suspeito de atrapalhar trabalho da polícia.

G1 Tocantins
Cristiano Barbosa Sampaio foi afastado do cargo de secretário de Segurança Pública de Tocantis, em outubro, suspeito de atrapalhar trabalho da polícia. O Ministério da Justiça nomeou nesta quinta-feira Cristiano Barbosa Sampaio para exercer o cargo de Coordenador-geral de pesquisa e inovação da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O nome dele está no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (24). A portaria é assinada pelo secretário-executivo da pasta, Márcio Nunes de Oliveira.

Cristiano Sampaio é investigado, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, por participar de uma suposta organização criminosa que atuaria obstruindo investigações e vazando informações a investigados em Tocantins.
O novo coordenador-geral foi um dos alvos da operação que afastou o governador Mauro Carlesse do cargo de governador do Tocantis, em outubro do ano passado.

À época da operação, Cristiano Sampaio era Secretário de Segurança Pública do Tocantins. Durante a operação, a Polícia Federal informou que membros do governo estadual removeram “indevidamente delegados responsáveis por inquéritos de combate à corrupção conforme as apurações avançavam e mencionavam expressamente membros da cúpula do estado”.

Ainda de acordo com a Polícia Federal "há ainda fortes evidências da produção coordenada de documentos falsos para manutenção dos interesses da organização criminosa".

Entenda a operação

O afastamento do governador e diversos agentes públicos foi determinado monocraticamente pelo ministro Mauro Luiz Campbell e confirmado pela corte do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A Polícia Federal fez buscas na casa de Carlesse e na sede do governo do Tocantins. Foram apreendidos dois veículos do governador, levados para a sede da PF em Palmas.

Segundo a PF, as buscas fizeram parte de duas operações complementares, que investigam:
pagamento de propina relacionada ao plano de saúde dos servidores estaduais
obstrução de investigações
incorporação de recursos públicos desviados
Foram afastados da cúpula da segurança pública:
Cristiano Barbosa Sampaio - Secretário de Segurança Pública
Raimunda Bezerra de Souza - Delegada-geral da Polícia Civil
Cinthia Paula de Lima - Diretora da Escola Superior de Polícia (ESPOL) e delegada
Gilberto Augusto Oliveira Silva - Chefe da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) e delegado de Polícia Civil
Servilho Silva de Paiva - Secretário-executivo da SSP
Ronan Almeida Souza - Corregedor-geral da SSP
Ênio Walcacer de Oliveira Filho - Delegado-chefe da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos
Rudson Alves Barbosa – gerente de inteligência da Casa Militar e major da Polícia Militar


 
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