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Ex-procurador do Estado é investigado por suposto desvio de mais de R$ 1 milhão em contrato de locação da PGE

Ministério Público apura pagamento por imóvel nunca utilizado e suspeita de aluguel em duplicidade. Caso envolve ex-chefe da Procuradoria já investigado por venda de sentenças.

- Correio do Tocantins
01/04/2025 21h17 - Atualizado há 1 dia
2 Min

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na locação de um imóvel pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), em Palmas. O caso envolve o ex-procurador-geral Kledson de Moura Lima, que já é investigado pela Polícia Federal na Operação Máximus, deflagrada em 2024 para desarticular um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Tocantins.

De acordo com o MPTO, o contrato previa o aluguel de um imóvel comercial de 2.600 m² localizado no Plano Diretor de Palmas, com valor mensal fixado em R$ 100 mil. Mais de R$ 1 milhão teriam sido pagos à empresa locadora, mesmo sem que o imóvel tivesse sido efetivamente ocupado pela PGE. A revogação do contrato ocorreu antes da utilização do espaço, levantando suspeitas de má gestão dos recursos públicos.

Além disso, a investigação identificou indícios de pagamento em duplicidade dos alugueis referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2024. O MP já requisitou à Procuradoria informações detalhadas sobre os lançamentos contábeis e eventuais medidas internas adotadas para apurar e reparar os danos ao erário.

A 9ª Promotoria de Justiça de Palmas conduz a apuração e analisa a eventual responsabilidade não apenas de Kledson de Moura Lima, mas também de outros agentes públicos que possam ter colaborado para as supostas irregularidades.

Operação Máximus

Kledson Lima foi procurador-geral do Estado durante a gestão responsável pela assinatura do contrato. Ele é uma das figuras centrais da Operação Máximus, que investiga a atuação de uma rede de influência dentro do Judiciário tocantinense, composta por advogados, desembargadores e operadores jurídicos acusados de negociar decisões judiciais em troca de vantagens ilícitas.

A atuação do ex-procurador como possível "padrinho" de decisões manipuladas coloca o atual inquérito da PGE sob maior escrutínio, diante dos desdobramentos do caso federal.

A investigação segue em andamento, e o MP aguarda manifestação da PGE sobre os questionamentos apresentados. O caso soma-se a uma série de episódios recentes que expõem fragilidades na governança e controle dos gastos públicos no Estado.


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