Os profissionais da rede municipal de educação de Palmas aprovaram estado de greve durante assembleia geral realizada na última sexta-feira, 14, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet). Cerca de seiscentos trabalhadores participaram do encontro, que marcou o início de uma mobilização mais ampla por direitos acumulados e ainda não atendidos pela gestão municipal.
A categoria reivindica o pagamento do reajuste do piso do magistério de 2025, cujo mês de referência é janeiro e a quitação da data-base referente aos anos de 2024 e 2025, também com referência em janeiro. Os educadores afirmam que os atrasos têm provocado perda do poder de compra e comprometido a valorização da carreira.
Durante a assembleia, os servidores deliberaram pela realização de um protesto com paralisação e ato público no dia 26 de novembro, com concentração prevista para ocorrer em local ainda a ser definido pelo sindicato.
Segundo Rose Marques, presidenta do Sintet Regional de Palmas, o movimento não é apenas salarial, mas também por reconhecimento profissional.
“Sem valorização da carreira e com os nossos salários sem correção, estamos perdendo o poder de compra. Não há como trabalhar sem dignidade e sem reconhecimento pela nossa dedicação. Somos uma categoria que mantém Palmas entre as melhores do país. Chega de descaso”, afirmou.
Com o estado de greve aprovado, a categoria permanece em alerta e pode avançar para uma greve efetiva caso as negociações com o Executivo municipal não avancem. A Prefeitura de Palmas ainda não se manifestou sobre as reivindicações.