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Veículos submersos na tragédia da Ponte JK serão retirados em abril; três caminhões transportavam cargas tóxicas

Entre os veículos, há dois caminhões com 76 toneladas de ácido sulfúrico e um com 22 mil litros de defensivos agrícolas. Remoção está dentro do cronograma de entrega da nova ponte, segundo o DNIT.

- Correio do Tocantins
01/04/2025 08h34 - Atualizado há 1 dia
4 Min

Os veículos que afundaram no Rio Tocantins com o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), começam a ser retirados na segunda quinzena de abril. A informação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que coordena as obras de reconstrução da estrutura colapsada. Entre os destroços submersos, estão três caminhões que transportavam cargas perigosas: 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.

A tragédia ocorreu em dezembro de 2024, quando o vão central da ponte cedeu e lançou dez veículos no rio — entre carros, motos, caminhonetes e caminhões. Quatorze pessoas morreram, três continuam desaparecidas, e apenas um homem sobreviveu. A retirada dos veículos marca uma nova fase das obras, agora voltadas à fundação da nova ponte, cuja entrega está prevista para o final de 2025.

Segundo o DNIT, a escolha da data leva em conta a expectativa de redução do volume de chuvas na região e a consequente baixa do nível das águas do Tocantins. A vazão do rio, influenciada pela topografia local, é um fator determinante para a segurança e eficácia da operação de resgate dos veículos.

Risco ambiental ainda persiste

Em janeiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou um pequeno vazamento nos tanques com ácido sulfúrico submersos. A substância, altamente corrosiva, foi diluída na água, o que teria evitado um desastre ambiental de maior escala, segundo os técnicos. Ainda assim, o Ministério da Saúde alertou que o risco de contaminação só será descartado após a completa remoção das cargas tóxicas. À época, a pasta emitiu recomendações à população ribeirinha e aos agentes de saúde.

Rodovias alternativas sobrecarregadas

Enquanto a ponte não fica pronta, o tráfego foi desviado para rodovias estaduais da região, como a TO-134 e a TO-201, que enfrentam sérios problemas de infraestrutura. Moradores e caminhoneiros que circulam por Axixá, São Miguel, Sítio Novo e Tocantinópolis relatam asfalto cedendo, buracos e congestionamentos constantes.

O DNIT reconhece os transtornos e afirma que está adotando medidas emergenciais. Uma contratação recente prevê a recuperação de 82,2 quilômetros nas rodovias mencionadas, com início das obras previsto para junho de 2025. A promessa é de que os serviços minimizem os impactos à população e aos transportadores que dependem da rota.

Reconstrução segue cronograma

Após a remoção dos destroços e a demolição das partes remanescentes da antiga ponte, o DNIT iniciou as escavações para implantação das fundações da nova estrutura no lado maranhense. As sapatas de fundação serão concretadas no próprio local, dando sequência à construção dos pilares.

Segundo a autarquia, a obra segue dentro do cronograma previsto, e a nova ponte sobre o Rio Tocantins deverá ser concluída até o fim deste ano.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo DNIT.

O DNIT informa que a obra de reconstrução da nova ponte sobre o Rio Tocantins, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), na BR-226/MA/TO, segue o cronograma previsto, para entrega no final deste ano.

A autarquia esclarece que a remoção dos destroços foi finalizada e a retirada dos veículos e cargas submersos está prevista para a segunda quinzena de abril, quando diminui as chuvas na região e uma redução do nível das águas do Rio Tocantins é prevista. A topografia da região influencia na vazão e interfere diretamente na execução dos trabalhos de retirada dos veículos.

Após a demolição mecanizada dos detritos remanescentes da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira e remoção dos destroços, as equipes deram início às escavações mecanizadas para implantação das fundações dos apoios do lado do município de Estreito e continuam com os serviços de implantação do canteiro de obras e mobilizações de equipamento e pessoal. As sapatas de fundação serão concretadas in loco e na sequência serão executados os pilares.


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