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PF desarticula esquema de fraudes contra a Caixa Econômica e prende mandante que usava usuários de drogas para aplicar golpes

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Palmas. Mandante aliciava pessoas vulneráveis para se passarem por clientes da Caixa Ecômica Federal.

Por Thiago de Castro - Correio do Tocantins
02/04/2025 11h59 - Atualizado há 1 dia
2 Min

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) a operação Principalem, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra suspeitos de aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal. A ação é resultado de uma investigação que aponta o uso de documentos falsos por criminosos para se passarem por correntistas, trocando senhas e realizando saques e compras com o dinheiro das vítimas.

O principal alvo da operação é o suposto mandante do esquema, responsável por aliciar pessoas em situação de vulnerabilidade social — entre elas, usuários de drogas — para comparecerem às agências bancárias com documentos fraudulentos. Os aliciados, segundo a PF, recebiam pagamentos irrisórios para viabilizar os golpes, enquanto o mentor da fraude abocanhava a maior parte do lucro ilícito.

Com nome derivado do latim, Principalem — que significa “mandante” — remete ao verdadeiro objetivo da ofensiva policial: atingir o cérebro por trás da organização criminosa, que se escondia nas sombras manipulando terceiros para manter-se distante da cena do crime.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas, e os investigados poderão responder pelos crimes de uso de documento falso e estelionato majorado. As penas somadas podem chegar a até 11 anos de reclusão.

Em nota, a Caixa informou que colabora com os órgãos de segurança pública e reforçou que monitora de forma contínua seus serviços e transações bancárias, buscando identificar e coibir práticas suspeitas. O banco ainda ressaltou que possui equipes especializadas e tecnologias voltadas à proteção dos dados e das operações de seus clientes.

Os nomes dos investigados não foram divulgados, e, até o momento, não há manifestação das defesas.

Enquanto a engrenagem do crime recorre à fragilidade humana para se sustentar, a operação da PF traz à tona a complexidade de um sistema que lucra com a miséria alheia — um retrato nu e cru da perversidade disfarçada de esperteza, que transforma os mais frágeis em peões sacrificáveis de um jogo silencioso e cruel.


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