Na tribuna, Dayhany apresenta sequência dos fatos e contesta polêmica sobre evento do Dia do Jovem Cristão

Vereadora afirmou que houve pedido de apoio, construção de alternativa com a gestão e posterior recuo no encaminhamento para liberação dos recursos

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A vereadora Dayhany Mota usou a tribuna da Câmara Municipal, na sessão ordinária de segunda-feira, 23, para apresentar sua versão sobre a discussão envolvendo a realização de um evento gospel em comemoração ao Dia do Jovem Cristão. Segundo a parlamentar, informações sobre o caso vinham sendo divulgadas de forma distorcida, o que motivou o pronunciamento.

De acordo com Dayhany, a data dedicada ao Dia do Jovem Cristão está prevista em lei e integra o calendário oficial do município. Ela ressaltou, no entanto, que isso não significa, por si só, que exista dotação orçamentária automática para a realização de eventos, diferentemente de festividades tradicionais já previstas no planejamento anual, como aniversário da cidade, exposições agropecuárias e outras programações institucionais.

Durante a fala, a vereadora afirmou que a proposta para realização do evento partiu do vereador Marcos Júnior, que depois buscou apoio político para garantir a estrutura necessária. Segundo o relato apresentado por Dayhany, no início de março o parlamentar a procurou, assim como outros vereadores da base, informando que possuía uma emenda impositiva de R$ 50 mil, mas que o valor não poderia ser executado naquele momento, já que o prazo legal para pagamento se estende até 31 de dezembro.

Ainda segundo a vereadora, diante dessa situação, o próprio vereador teria solicitado apoio dos parlamentares da base para viabilizar o evento por meio de outras emendas. A partir disso, houve articulação junto à gestão municipal.

Conforme Dayhany, o prefeito autorizou apoio no valor de R$ 100 mil, quantia superior ao orçamento inicialmente apresentado, o que garantiria a estrutura para a realização da programação e também contemplaria a valorização de participantes locais. A parlamentar disse que a proposta foi levada ao vereador, que, num primeiro momento, teria concordado com a solução e agradecido pela construção do entendimento.

No entanto, segundo a versão apresentada por ela na tribuna, houve mudança de posicionamento dias depois, após novas tratativas políticas, e o encaminhamento necessário para a liberação dos recursos não teve continuidade.

“Houve pedido de ajuda, houve construção de solução, houve concordância e depois houve recuo. Essa é a sequência real dos fatos”, declarou a vereadora.

Durante o pronunciamento, Dayhany também afirmou que o debate acabou sendo contaminado por assuntos que, segundo ela, não tinham relação direta com o caso. A parlamentar disse ainda que recebeu falas direcionadas à sua atuação que, em sua avaliação, não correspondem aos fatos, e reagiu cobrando respeito no plenário.

Ela também chamou atenção para o ambiente da sessão, marcado, segundo seu relato, por interrupções e manifestações exaltadas, inclusive de pessoas presentes no local, o que teria dificultado a condução de um debate mais sereno.

Ao tratar do tema, Dayhany afirmou reconhecer a importância de ações voltadas à comunidade evangélica, mas defendeu que iniciativas dessa natureza precisam ser construídas com diálogo, responsabilidade e espírito de união, com participação ampla da comunidade de fé.

A vereadora também ressaltou sua relação com o segmento evangélico no município, afirmando que sua trajetória é marcada pela participação ativa e pela defesa constante de pautas ligadas à fé. Segundo ela, isso reforça sua disposição de não se omitir diante de versões que considera incompatíveis com a realidade.

“Não se constrói nada verdadeiro com divisão. O que precisa nos unir não pode ser usado para nos separar”, afirmou.

Ao final, Dayhany reiterou que manterá seu posicionamento em defesa da transparência, do respeito e da responsabilidade no debate público, especialmente em pautas que envolvem a fé e a comunidade evangélica. Em temas assim, o desgaste político passa, mas o que fica é a palavra dita em público e a forma como cada um escolhe sustentá-la.


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