Vicentinho Jr. aponta operação digital contra sua pré-campanha após onda de seguidores falsos e denúncia antiga nas redes

Pré-campanha do deputado afirma que perfil recebeu cerca de 7 mil seguidores falsos no Instagram e denuncia retomada de acusação anônima de cinco anos atrás já rechaçada pela PF e pelo STF

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A pré-campanha do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), pré-candidato ao Governo do Tocantins, afirma ter identificado uma operação digital contra o parlamentar nas redes sociais. A denúncia envolve duas frentes: a entrada repentina de milhares de seguidores falsos no perfil do deputado no Instagram e a retomada de uma acusação anônima de cinco anos atrás, que, segundo aliados, já foi rechaçada pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a assessoria de Vicentinho, por volta das 13h desta terça-feira, 2, o perfil oficial do deputado recebeu cerca de 7 mil seguidores falsos em curto intervalo de tempo. A equipe avalia que o crescimento artificial pode ter sido provocado com o objetivo de prejudicar o desempenho da conta, reduzir seu alcance ou até gerar algum tipo de penalidade na plataforma.

O caso ocorre em meio à intensificação das articulações para a disputa pelo Governo do Tocantins em 2026. Para a pré-campanha, a movimentação nas redes não seria isolada, mas parte de uma tentativa organizada de desgaste político.

Perfil recebeu onda de seguidores falsos

Segundo a equipe de redes sociais do deputado, a entrada repentina de milhares de perfis suspeitos foi identificada como comportamento incompatível com crescimento orgânico. A assessoria afirma que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, já foi comunicada sobre a irregularidade.

O crescimento artificial de seguidores pode gerar impactos relevantes para contas públicas. Plataformas digitais costumam monitorar picos atípicos de seguidores, curtidas, comentários e engajamento em curto espaço de tempo. Quando há suspeita de uso de robôs ou perfis falsos, a conta pode sofrer redução de alcance, restrições temporárias ou, em casos mais graves, até suspensão.

Diante disso, a pré-campanha informou que acionou a equipe técnica responsável pelas redes sociais e também o departamento jurídico, que deve avaliar as medidas cabíveis para tentar identificar os possíveis responsáveis pela ação.

Denúncia antiga volta a circular nas redes

Além da suspeita de ataque ao perfil no Instagram, a pré-campanha de Vicentinho também reagiu à circulação de conteúdos que resgatam uma denúncia anônima de 2020. O caso surgiu durante o governo de Mauro Carlesse, a partir de uma notícia-crime apócrifa encaminhada à Secretaria de Segurança Pública do Tocantins e depois à Divisão Especializada de Combate à Corrupção, a Decor.

Na época, a denúncia mencionava supostos desvios envolvendo o deputado. A pré-campanha afirma, no entanto, que o caso foi descartado pela Polícia Federal e pelo STF.

Trechos atribuídos a relatório da Polícia Federal apontam que a notícia-crime anônima teria circulado amplamente em grupos de WhatsApp no período em que ganhou repercussão na imprensa. O relatório também menciona que, segundo comunicado oficial da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, o material foi recebido no dia 28 de fevereiro de 2020 e encaminhado à Decor, que instaurou uma Verificação Preliminar de Informação.

Ainda conforme os trechos citados, a instauração do procedimento teria tido o propósito de dar aparência de sustentação à denúncia anônima e aumentar a possibilidade de abertura de inquérito na Polícia Federal. O documento também afirma que a estrutura da Decor teria sido usada para legitimar a notícia-crime apócrifa e viabilizar investigação contra adversários políticos de membros de uma organização ou associação criminosa.

Vicentinho vê tentativa de desgaste

Vicentinho Júnior afirmou que não encontrou outra alternativa a não ser reagir publicamente para afastar de sua pré-campanha acusações que considera infundadas. Para aliados do parlamentar, a retomada da denúncia antiga, somada ao episódio dos seguidores falsos, reforça a suspeita de uma ação coordenada no ambiente digital.

A leitura da pré-campanha é que adversários estariam tentando atingir o deputado por meio de duas estratégias simultâneas: comprometer tecnicamente o perfil nas redes sociais e reavivar uma acusação antiga, de origem anônima, para produzir desgaste político.

O caso da denúncia remonta ao período em que Mauro Carlesse comandava o Governo do Tocantins. A Decor, responsável pela verificação inicial da informação, integrava a estrutura estadual de segurança pública. Para o grupo de Vicentinho, a volta desse episódio ao debate público tenta transformar uma acusação já superada em munição eleitoral.

Jurídico acompanha o caso

A pré-campanha informou que o setor jurídico foi acionado para acompanhar tanto a entrada de seguidores falsos quanto a circulação de conteúdos considerados ofensivos ou desinformativos. A intenção é reunir elementos técnicos, comunicar as plataformas digitais e avaliar eventuais medidas legais contra os responsáveis.

O episódio antecipa o tom duro que deve marcar a corrida eleitoral de 2026 no Tocantins. Antes mesmo do início oficial da campanha, as redes sociais já aparecem como terreno de disputa, onde versões antigas, ataques anônimos e operações digitais podem ser usados como armas políticas.

Para a pré-campanha de Vicentinho, o caso não se resume a uma oscilação de redes sociais nem a uma crítica política comum. Trata-se, segundo seus aliados, de uma tentativa de contaminar o debate público e atingir a imagem do pré-candidato ao Governo do Estado.


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