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Justiça condena policial penal a 53 anos de prisão por morte de colega e tentativa de homicídio contra quatro pessoas em Augustinópolis

Por Thiago de Castro - Correio do Tocantins
04/04/2025 21h02 - Atualizado há 13 horas
3 Min

Após mais de 16 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Augustinópolis condenou, na madrugada desta sexta-feira (4), o policial penal Leonildo Sousa Cruz, de 30 anos, a uma pena de 53 anos de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado por matar um policial militar do Pará e tentar assassinar outras quatro pessoas durante um tiroteio ocorrido em abril de 2022, em um bar na Praça do Mercado, no centro da cidade.

De acordo com o processo, a violência teve início após uma discussão iniciada por um familiar do acusado. Em seguida, Leonildo efetuou ao menos 15 disparos com sua arma funcional, matando o policial militar Hudson Thiago Lima de Almeida e ferindo Ronaldo da Silva Macedo, Acássio Rolvander Mendes de Sousa, Silvanete Gomes de Almeida e Jeniffer Adrielle Silva dos Santos.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes, enquadrando o réu por homicídio qualificado, por motivo fútil e uso de meio que colocou em risco outras pessoas, e por quatro tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras. Agravantes como a utilização de arma institucional e a violação de dever inerente ao cargo de policial penal pesaram contra Leonildo.

Na sentença, o juiz Alan Ide Ribeiro da Silva, presidente do júri, destacou a gravidade dos crimes e a conduta do réu.

 

“Trata-se de crime bárbaro, praticado por servidor público que deveria zelar pela segurança da sociedade, mas usou a arma do Estado para atacar, covardemente, em ambiente público e festivo”, afirmou.

 

O magistrado também negou qualquer benefício ao acusado. Desconsiderou sua confissão, por falta de respaldo nas provas, e apontou que o suposto arrependimento não se traduziu em atitudes concretas. A execução imediata da pena foi determinada, mantendo a prisão preventiva. O juiz justificou a decisão pelo risco de fuga e pela “personalidade agressiva e violenta” do réu, já envolvido anteriormente em outro episódio com uso de arma de fogo.

A defesa poderá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Tocantins. Enquanto isso, Leonildo permanecerá custodiado. O caso, que chocou a comunidade local e expôs falhas no controle de armas por agentes públicos, ganha agora um desfecho exemplar no âmbito da Justiça.

A condenação representa um marco importante na responsabilização de agentes do Estado que transgridem os limites da lei, invertendo o papel que deveriam ocupar na proteção da sociedade.


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