14/03/2022 às 08h49min - Atualizada em 14/03/2022 às 09h08min

Começa julgamento de jovem acusada de atropelar e matar médico Pedro Caldas em Palmas

Defesa de Iolanda Fregonesi tentou conseguir adiamento do júri, mas pedido foi negado pelo juiz.



O julgamento da jovem Iolanda Costa Fregonesi começou na manhã desta segunda-feira (14) no Fórum de Palmas. O júri é para que ela seja declarada culpada ou inocente das acusações de homicídio qualificado, embriaguez ao volante e dirigir sem habilitação. Em novembro de 2017 ela atropelou o médico Pedro Caldas e um colega dele.

Caldas acabou morrendo no hospital após quase um mês em coma.

Publicamente, Iolanda Fregonesi nunca falou sobre o caso. Para a Justiça, ela afirmou que não estava embriagada e disse ter atropelado o médico após se distrair com dois animais que estariam brigando no banco de trás do carro dela.

Médico teve traumatismo craniano e acabou morrendo no HGP

A defesa da jovem pediu recentemente um adiamento do júri, alegando que a família da vítima estaria utilizando veículos de comunicação e as redes sociais para influenciar o julgamento. O argumento não foi aceito pelo juiz do caso, Cledson José Dias Nunes, que lembrou que a própria acusada poderia manifestar e divulgar seus pensamentos, se desejasse.

Ao longo do dia devem ser ouvidas as testemunhas do caso e a própria Iolanda. Após o fim dos depoimentos, haverá debates entre a acusação e a defesa e só então o resultado deve ser proclamado.

Iolanda Costa responde ao processo em liberdade. Segundo a investigação da polícia Civil, em 2016 a jovem já havia atropelado um casal na avenida Tocantins, em Palmas. Na época da morte de Pedro Caldas, o delegado Hudson Guimarães Leite, que investigou o atropelamento, disse que ela nunca tirou carteira de habilitação.

"Na ocasião ela agiu da mesma forma que no caso do Pedro Caldas. Estava alterada e se recusou a fazer o teste do bafômetro. As vítimas estavam em uma motocicleta e tiveram fratura exposta. Na época, elas decidiram não representar criminalmente".

Ao longo do processo, a Justiça chegou a bloquear os bens que a jovem suspeita do atropelamento tem a receber de herança para garantir o pagamento de futuras indenizações.

O caso

Pedro Caldas morreu depois de ficar mais de um mês em coma após complicações no traumatismo craniano grave que sofreu. No dia do acidente, o ginecologista foi levado para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde passou por cirurgia e foi transferido para uma UTI particular. O colega dele, Moacir Naoyuk Ito, que também foi atropelado, sobreviveu.

De acordo com o delegado, o fato de Iolanda ter se recusado a realizar o teste do bafômetro, não atrapalhou a investigação. "Há nos autos um atestado de estado incapacidade psicomotora alterada, comprovado pelos agentes da ATTM, há testemunhas que comprovam que ela estava bêbada, exalando um cheiro muito forte de álcool."

Após o acidente ela foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberada para responder em liberdade.

 
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