Dois dias após confirmar filiação ao PSD, o vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, reuniu jornalistas nesta quarta-feira (27) para expor os rumos de seu projeto eleitoral. Durante a coletiva, o político falou sobre o rompimento com o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), defendeu que não age movido por intrigas e detalhou propostas que pretende levar adiante caso alcance o Palácio Araguaia.
Laurez afirmou que a decisão de distanciamento não partiu dele, mas do próprio governador. Disse que jamais teria atitude de confronto contra Barbosa e rejeitou insinuações de que estaria envolvido em articulações para derrubá-lo do cargo. “Não gasto tempo com fofocas. Meu compromisso é com o Tocantins e com o projeto de governar o Estado”, declarou.
Segundo o vice, houve insistência em manter diálogo durante seis meses, seguida de mais de um ano aguardando uma abertura política que não aconteceu. “Passei um ano e meio tentando entender o que estava acontecendo. Ficou claro que o governador optou por outro candidato. Diante disso, comecei a organizar meu grupo e seguir em frente”, explicou.
O vice-governador contou que sua chegada ao PSD foi construída com apoio da família Abreu. O convite inicial partiu de Iratã Abreu, irmão do senador Irajá, e ganhou respaldo da direção nacional do partido. Laurez assumiu a presidência estadual da legenda e afirmou já ter compromisso firmado com Irajá para a vaga de senador na chapa.
Apesar do avanço nas articulações, ele disse que não pretende antecipar nomes de futuros aliados. “Não quero personalizar a política. O importante é reunir forças em torno de ideias e projetos, não em torno de disputas pessoais”, ressaltou.
Laurez destacou que o PSD terá até abril de 2026 para consolidar sua base no Tocantins. Depois, o foco será ampliar coligações com vistas à disputa estadual. “Minha decisão está tomada. Quero ser governador do Tocantins e vou trabalhar para isso. O projeto do governador é um, o meu é outro”, pontuou.
Entre as propostas apresentadas, Laurez pretende transformar o Tocantins em polo nacional da piscicultura, em parceria com a Embrapa, além de ampliar o potencial agrícola com investimentos no rio Formoso. Também defendeu a conclusão da BR-235 e a navegabilidade do rio Tocantins como ferramentas estratégicas de integração com o mercado do Nordeste.
Na área social, anunciou a criação de uma política estadual de habitação e, no turismo, propôs a instalação de um centro de eventos na Ilha do Bananal para valorizar a cultura indígena. Sobre o Jalapão e as discussões sobre cassinos, preferiu cautela e disse que só se posicionará após decisão do Congresso Nacional. “Ao Estado cabe criar infraestrutura; o investimento direto deve ser privado”, comentou.
Ao encerrar a coletiva, Laurez reforçou que fará uma pré-campanha propositiva, voltada a apresentar alternativas para o desenvolvimento do Tocantins. “Nunca conspirarei contra ninguém. Minha caminhada é de construção, não de intriga”, concluiu.